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Workshop «Subversões Filosóficas: Feminismo, Género e Outros Percursos»

O workshop dedicado ao livro Subversões Filosóficas: Feminismo, Género e Outros Percursos (Sistema Solar/Teatro Praga, 2025) assinala o primeiro evento do capítulo da Universidade do Minho do MAP – Minorities and Philosophy. A sessão reúne quatro investigadoras da Universidade do Minho que, a partir de ângulos distintos, pensam e trabalham o feminismo através do discurso filosófico, do discurso literário e do discurso jurídico. Ao cruzar estas perspetivas, o encontro propõe um diálogo interdisciplinar sobre as formas como o pensamento feminista interroga, desloca e subverte categorias, linguagens e instituições. O workshop termina com uma conferência de Camila Lobo, uma das editoras do livro, seguida de um momento de debate aberto a todos os participantes.
Programa:
11h-12h30: intervenções de Ines Zampaglione (CEPS) e de Ana Bessa Carvalho (CEHUM)
13h-15h30: intervenções de Miriam Rocha (JusGov) e de Márcia Oliveira (CEHUM)
16h-17h: intervenção de Camila Lobo (IFILNOVA) e debate final
Sinopse: A principal proposta deste livro é acompanhar a leitora num passeio por algumas das possibilidades criadas pela associação da filosofia ao feminismo.
Nenhuma coleção de ensaios está alguma vez completa. Esta que aqui se apresenta não é exceção. Trata-se de uma coleção de ensaios filosóficos e feministas, ou filosóficos sobre feminismo, ou feministas sobre filosofia, se é que a distinção é perscrutável. Uma excursão, por isso, em filosofia feminista, que percorre alguns dos seus mais importantes caminhos — desde a epistemologia, à ontologia, à ética, à própria revisão do cânone filosófico —, que cria novos atalhos, mas deixa necessariamente tantos outros por explorar. Tal como todo o pensamento filosófico, a filosofia feminista é, por definição, um campo aberto, crítico, que contém em si simultaneamente a capacidade de se ramificar ad infinitum e de regressar a si mesma num exercício de autorreflexão.
[…]
O feminismo não entrou na academia e, em particular, nos departamentos de filosofia para ser mais uma área de estudos, e muito menos para ser um apêndice das áreas já estabelecidas. O feminismo entrou na academia, em larga medida, para a pôr em causa a partir de uma perspetiva eminentemente prática, isto é, proveniente do mundo social. Não o fez, é claro, como alguns sugerem, ingenuamente ou por capricho. Fê-lo porque identificou uma ligação estreita entre a exclusão das mulheres e de outros grupos marginalizados dos meios académicos e certos pressupostos teóricos aí veiculados. Neste contexto, adotou uma atitude de subversão da produção teórica institucional. [Camila Lobo]
