16th Braga Summer School: Workplace Democracy and the Future of Work

16th BRAGA SUMMER SCHOOL: WORKPLACE DEMOCRACY AND THE FUTURE OF WORK
2 de Julho – 3 de Julho, 2026 | Braga, Portugal
ORADORES CONVIDADOS
IÑIGO GONZÁLEZ RICOY /// Universidade de Barcelona
NICHOLAS VROUSALIS /// universidade Erasmus de Roterdão
PALESTRAS POR
CATARINA NEVES /// Universidade de Utrecht
HUGO RAJÃO /// Investigador independente
A investigação contemporânea tem vindo a examinar cada vez mais as transformações do trabalho e da governação no local de trabalho no capitalismo avançado, com particular ênfase na mudança tecnológica, na automatização e na inteligência artificial. Frequentemente justificadas em termos de eficiência — produtividade, redução de custos, flexibilidade e competitividade —, estas transformações levantam profundas preocupações normativas relativas à justiça, à dominação e à desigualdade no local de trabalho.
Do capitalismo industrial às economias de plataforma contemporâneas, governadas por gestão algorítmica, a eficiência evoluiu para um princípio normativo que molda as relações laborais, os enquadramentos institucionais e as prioridades políticas. Hoje, manifesta-se no emprego precário, no enfraquecimento das protecções laborais, na intensificação da supervisão gestionária e na substituição tecnológica, colocando desafios significativos às sociedades democráticas.
Partindo do êxito das edições anteriores, esta Escola de Verão centra-se na democracia no local de trabalho e no futuro do trabalho, tratando os locais de trabalho como espaços primários de justiça e de injustiça nas sociedades contemporâneas. Estruturas de mercado orientadas pela eficiência podem gerar formas normativamente censuráveis de exploração, dominação e exclusão, levantando questões fundamentais sobre liberdade, igualdade e legitimidade democrática.
As questões centrais incluem: Até que ponto a exploração do trabalho é uma característica inevitável dos mercados orientados para a eficiência? Como se relaciona a exploração com a liberdade republicana enquanto não-dominação e com os ideais liberais de cooperação justa? De que modo as hierarquias organizacionais, as estruturas de governação e a gestão algorítmica moldam a injustiça no local de trabalho e as desigualdades sociais mais amplas? Que respostas institucionais — desde opções de saída, como o Rendimento Básico Incondicional, até ao constitucionalismo laboral, à co-determinação ou a modelos alternativos de propriedade — são normativamente justificadas?
Convidamos à submissão de propostas sobre temas incluindo (mas não se limitando a):
- A eficiência como ideal normativo e os seus limites
- Automatização, inteligência artificial e o futuro do trabalho
- Democracia no local de trabalho e governação das empresas
- Exploração, dominação e mercantilização do trabalho
- Eficiência de mercado e injustiça distributiva
- Opções de saída (por exemplo, Rendimento Básico Incondicional)
- Direito do trabalho, regulação e constitucionalismo laboral
- Trabalho em plataformas, trabalho independente e precariedade
- Direitos colectivos, sindicatos e direito à greve
- Relações entre propriedade e trabalho e poder corporativo
- Modelos alternativos de empresa (cooperativas, co-determinação, fundos de assalariados, empresas híbridas ou não capitalistas)
- Respostas institucionais socialistas, republicanas e híbridas ao capitalismo contemporâneo
Submeta o seu resumo aqui.
CONTACTO
Para quaisquer questões relativas às submissões e a pormenores não especificados, não hesite em contactar-nos através de 16thbragasummerschool@gmail.com.
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