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SUMMARY:Workshop «Subversões Filosóficas: Feminismo\, Género e Outros Percursos»
DESCRIPTION:O workshop dedicado ao livro Subversões Filosóficas: Feminismo\, Género e Outros Percursos (Sistema Solar/Teatro Praga\, 2025) assinala o primeiro evento do capítulo da Universidade do Minho do MAP – Minorities and Philosophy. A sessão reúne quatro investigadoras da Universidade do Minho que\, a partir de ângulos distintos\, pensam e trabalham o feminismo através do discurso filosófico\, do discurso literário e do discurso jurídico. Ao cruzar estas perspetivas\, o encontro propõe um diálogo interdisciplinar sobre as formas como o pensamento feminista interroga\, desloca e subverte categorias\, linguagens e instituições. O workshop termina com uma conferência de Camila Lobo\, uma das editoras do livro\, seguida de um momento de debate aberto a todos os participantes. \nPrograma: \n11h-12h30: intervenções de Ines Zampaglione (CEPS) e de Ana Bessa Carvalho (CEHUM)\n13h-15h30: intervenções de Miriam Rocha (JusGov) e de Márcia Oliveira (CEHUM)\n16h-17h: intervenção de Camila Lobo (IFILNOVA) e debate final \nSinopse: A principal proposta deste livro é acompanhar a leitora num passeio por algumas das possibilidades criadas pela associação da filosofia ao feminismo.\nNenhuma coleção de ensaios está alguma vez completa. Esta que aqui se apresenta não é exceção. Trata-se de uma coleção de ensaios filosóficos e feministas\, ou filosóficos sobre feminismo\, ou feministas sobre filosofia\, se é que a distinção é perscrutável. Uma excursão\, por isso\, em filosofia feminista\, que percorre alguns dos seus mais importantes caminhos — desde a epistemologia\, à ontologia\, à ética\, à própria revisão do cânone filosófico —\, que cria novos atalhos\, mas deixa necessariamente tantos outros por explorar. Tal como todo o pensamento filosófico\, a filosofia feminista é\, por definição\, um campo aberto\, crítico\, que contém em si simultaneamente a capacidade de se ramificar ad infinitum e de regressar a si mesma num exercício de autorreflexão.\n[…]\nO feminismo não entrou na academia e\, em particular\, nos departamentos de filosofia para ser mais uma área de estudos\, e muito menos para ser um apêndice das áreas já estabelecidas. O feminismo entrou na academia\, em larga medida\, para a pôr em causa a partir de uma perspetiva eminentemente prática\, isto é\, proveniente do mundo social. Não o fez\, é claro\, como alguns sugerem\, ingenuamente ou por capricho. Fê-lo porque identificou uma ligação estreita entre a exclusão das mulheres e de outros grupos marginalizados dos meios académicos e certos pressupostos teóricos aí veiculados. Neste contexto\, adotou uma atitude de subversão da produção teórica institucional. [Camila Lobo]
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SUMMARY:16th Braga Summer School: Workplace Democracy and the Future of Work
DESCRIPTION:16th BRAGA SUMMER SCHOOL: WORKPLACE DEMOCRACY AND THE FUTURE OF WORK \n2 de Julho – 3 de Julho\, 2026 | Braga\, Portugal \nORADORES CONVIDADOS \nIÑIGO GONZÁLEZ RICOY /// Universidade de Barcelona\nNICHOLAS VROUSALIS​ /// universidade Erasmus de Roterdão \nPALESTRAS POR \nCATARINA NEVES /// Universidade de Utrecht\nHUGO RAJÃO​ /// Investigador independente \nA investigação contemporânea tem vindo a examinar cada vez mais as transformações do trabalho e da governação no local de trabalho no capitalismo avançado\, com particular ênfase na mudança tecnológica\, na automatização e na inteligência artificial. Frequentemente justificadas em termos de eficiência — produtividade\, redução de custos\, flexibilidade e competitividade —\, estas transformações levantam profundas preocupações normativas relativas à justiça\, à dominação e à desigualdade no local de trabalho. \nDo capitalismo industrial às economias de plataforma contemporâneas\, governadas por gestão algorítmica\, a eficiência evoluiu para um princípio normativo que molda as relações laborais\, os enquadramentos institucionais e as prioridades políticas. Hoje\, manifesta-se no emprego precário\, no enfraquecimento das protecções laborais\, na intensificação da supervisão gestionária e na substituição tecnológica\, colocando desafios significativos às sociedades democráticas. \nPartindo do êxito das edições anteriores\, esta Escola de Verão centra-se na democracia no local de trabalho e no futuro do trabalho\, tratando os locais de trabalho como espaços primários de justiça e de injustiça nas sociedades contemporâneas. Estruturas de mercado orientadas pela eficiência podem gerar formas normativamente censuráveis de exploração\, dominação e exclusão\, levantando questões fundamentais sobre liberdade\, igualdade e legitimidade democrática. \nAs questões centrais incluem: Até que ponto a exploração do trabalho é uma característica inevitável dos mercados orientados para a eficiência? Como se relaciona a exploração com a liberdade republicana enquanto não-dominação e com os ideais liberais de cooperação justa? De que modo as hierarquias organizacionais\, as estruturas de governação e a gestão algorítmica moldam a injustiça no local de trabalho e as desigualdades sociais mais amplas? Que respostas institucionais — desde opções de saída\, como o Rendimento Básico Incondicional\, até ao constitucionalismo laboral\, à co-determinação ou a modelos alternativos de propriedade — são normativamente justificadas? \nConvidamos à submissão de propostas sobre temas incluindo (mas não se limitando a): \n\nA eficiência como ideal normativo e os seus limites\nAutomatização\, inteligência artificial e o futuro do trabalho\nDemocracia no local de trabalho e governação das empresas\nExploração\, dominação e mercantilização do trabalho\nEficiência de mercado e injustiça distributiva\nOpções de saída (por exemplo\, Rendimento Básico Incondicional)\nDireito do trabalho\, regulação e constitucionalismo laboral\nTrabalho em plataformas\, trabalho independente e precariedade\nDireitos colectivos\, sindicatos e direito à greve\nRelações entre propriedade e trabalho e poder corporativo\nModelos alternativos de empresa (cooperativas\, co-determinação\, fundos de assalariados\, empresas híbridas ou não capitalistas)\nRespostas institucionais socialistas\, republicanas e híbridas ao capitalismo contemporâneo\n\nSubmeta o seu resumo aqui. \nCONTACTO\nPara quaisquer questões relativas às submissões e a pormenores não especificados\, não hesite em contactar-nos através de 16thbragasummerschool@gmail.com. \n.
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SUMMARY:16th Braga Meetings on Ethics and Political Philosophy
DESCRIPTION:16th BRAGA MEETINGS ON ETHICS AND POLITICAL PHILOSOPHY \n29 de Junho – 1 de Julho\, 2026 | Braga\, Portugal \nORADORES CONVIDADOS \nCHIARA CORDELLI /// Universidade de Chicago\nROBIN CELIKATES​ /// Universidade Livre de Berlim\nSALLY HASLANGER /// Instituto de Tecnologia de Massachusetts \nOs Braga Meetings on Ethics and Political Philosophy são um evento anual organizado pelo Centro de Ética\, Política e Sociedade (CEPS) da Universidade do Minho (Braga\, Portugal). Nos últimos anos\, os Meetings estabeleceram uma reputação de proporcionar a académicos uma excelente oportunidade de apresentar trabalhos avançados ou exploratórios a um público acolhedor. \nPodem encontrar o programa aqui e o livro de resumos aqui. \nCONTACTO \nPara quaisquer questões relacionadas com a apresentação de propostas e detalhes não especificados\, não hesite em contactar-nos através do endereço 15thbragameetings@gmail.com. \n.
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SUMMARY:Mitchell Berman // Retributivism in the philosophy of punishment
DESCRIPTION:Resumo: Na tradição anglófona\, pelo menos\, existem duas grandes justificações propostas para a aplicação da punição estatal: porque o infractor a merece (retributivismo) e porque se espera que a sua aplicação produza consequências globalmente benéficas (consequencialismo)\, sobretudo\, embora não exclusivamente\, através dos mecanismos de dissuasão geral e especial. Considero que muitos factores contribuem para a justificabilidade da punição. Isso faz de mim um pluralista quanto à sua justificação. Considero também que o merecimento do infractor conta entre os factores que contribuem para a justificabilidade da punição. Isso faz de mim um retributivista. Sou um retributivista pluralista. Ou um pluralista retributivista. Embora tenha uma inclinação retributivista\, não estou inteiramente seguro nem acomodado nessa posição. Muitos\, ou mesmo a maioria\, dos filósofos contemporâneos que trabalham em ética normativa ou filosofia política consideram o retributivismo bárbaro e indefensável. E não tenho a certeza de que estejam errados. Nesta intervenção\, identificarei aqueles que considero serem os maiores desafios enfrentados pelos retributivistas e esboçarei o modo como estou inclinado a responder-lhes ao desenvolver a perspectiva a que chamo «retributivismo prospectivo». O seminário basear-se-á no capítulo «Retribuitivism» do recentemente publicado The Oxford Handbook of the Philosophy of Punishment (DOI: 10.1093/oxfordhb/9780197750506.013.3)\, dedicado à teoria da punição. Outros artigos e capítulos de livro publicados sobre retributivismo pelo Prof. Berman encontram-se disponíveis aqui: https://www.law.upenn.edu/faculty/mitchber#publications \nBio: Mitchell Berman é Leon Meltzer Professor of Law\, Professor de Filosofia e co-director do Institute of Law and Philosophy da Penn Carey Law School\, da Universidade da Pensilvânia. A sua investigação e docência centram-se no direito constitucional e na teoria constitucional norte-americanos\, na filosofia do direito penal\, na teoria geral do direito e na filosofia do desporto. Entre os seus contributos para estes diversos domínios contam-se uma inovadora teoria não originalista da interpretação constitucional norte-americana\, uma nova concepção positivista do conteúdo jurídico e uma justificação retributivista original para a punição criminal. Afirma ainda ter resolvido o paradoxo da chantagem\, o enigma das condições inconstitucionais e a antiga questão de saber se os árbitros devem «engolir o apito» nos momentos decisivos de uma competição. Os seus numerosos artigos e capítulos de livro sobre estes e outros temas foram publicados\, ou encontram-se em vias de publicação\, nas principais revistas científicas com arbitragem por pares das respectivas áreas\, incluindo Ethics\, Noûs\, Philosophy & Phenomenological Research\, Legal Theory\, Oxford Journal of Legal Studies\, Law & Philosophy\, Criminal Law & Philosophy e Journal of Philosophy of Sport; em prestigiadas revistas jurídicas editadas por estudantes\, como a University of Pennsylvania Law Review\, a University of Chicago Law Review\, a Michigan Law Review\, a California Law Review\, a Texas Law Review\, a Notre Dame Law Review\, a Virginia Law Review\, a NYU Law Review\, a Duke Law Journal e a Georgetown Law Journal; bem como em volumes colectivos publicados pelas editoras Oxford\, Cambridge e Routledge.
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SUMMARY:Victor Tadros // Democracy by agreement
DESCRIPTION:Resumo: Neste artigo\, defendo uma concepção da democracia baseada no consentimento e na afirmação. A democracia é valiosa quando\, e porque\, assegura o consentimento e a afirmação das pessoas relativamente a um governo justo\, tanto no que respeita à implementação de políticas substantivamente justas\, como ao governo que as implementa. Aqueles que procuram governar têm o dever de procurar\, e preferencialmente garantir\, o acordo dos governados. A justiça democrática ocorre quando o conseguem através de eleições democráticas\, desde que o governo seja substantivamente justo. Porque o consentimento e a afirmação são moralmente importantes sem\, contudo\, alterarem a justiça substantiva\, a democracia pode tornar uma sociedade mais justa. No entanto\, porque o consentimento e a afirmação tornam piores as políticas substantivamente injustas\, a injustiça democrática é pior do que a justiça democrática. Ainda assim\, argumento que uma democracia baseada no consentimento pode\, por vezes\, justificar um governo subóptimo. \nBio: Victor Tadros é Professor de Direito Penal e Teoria do Direito na Universidade de Warwick. Estudou na Universidade de Oxford (licenciatura) e no King’s College London (doutoramento). Antes de ingressar em Warwick\, em 2006\, foi docente na Universidade def Aberdeen e na Universidade de Edimburgo e\, no semestre de Outono de 2015\, foi Carter Visiting Professor of General Jurisprudence na Harvard Law School. Entre 2010 e 2013\, beneficiou de uma bolsa de investigação da AHRC\, juntamente com Antony Duff\, Lindsay Farmer\, Sandra Marshall e Massimo Renzo\, para trabalhar sobre criminalização. Foi ainda distinguido com uma Leverhulme Major Research Fellowship entre 2014 e 2018\, e eleito Fellow da British Academy em 2018. Victor Tadros publicou extensamente sobre filosofia do direito penal\, teoria da guerra justa e diversos problemas de filosofia moral\, jurídica e política. É o autor de Criminal Responsibility (Oxford University Press\, 2005)\, The Ends of Harm: The Moral Foundations of Criminal Law (Oxford University Press\, 2011)\, Wrongs and Crimes (Oxford University Press\, 2016)\, To Do\, To Die\, To Reason Why (Oxford University Press\, 2020)\, e Consent and the Sexual Revolution (Oxford University Press\, no prelo).
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SUMMARY:Rhetoric for a Democracy in Crisis: A Study of Political Theory
DESCRIPTION:O seminário contará com uma conferência de Víctor Alonso-Rocafort (Universidade Complutense de Madrid)\, baseada no seu mais recente livro Rhetoric for a Democracy in Crisis: A Study of Political Theory (2025\, Palgrave). A apresentação será seguida de comentários de quatro comentadores\, de uma resposta do Prof. Alonso-Rocafort e de uma sessão final de perguntas e respostas aberta a todos os participantes. \nOs comentadores serão:\nGiovanni Damele (Universidade NOVA de Lisboa)\nGiuseppe Ballacci (CEPS\, UMinho)\nPedro Magalhães (UMinho)\nRob Goodman (Toronto Metropolitan University) \nResumo: Este livro propõe uma resposta à crise contemporânea da democracia. Inspirando-se na rica tradição retórica\, recupera uma corrente mediterrânica distinta — moldada por figuras como Isócrates\, Quintiliano e Giambattista Vico — que oferece alternativas teóricas convincentes. O livro defende que a democracia contemporânea pode ser significativamente enriquecida por este legado. Explora as suas ligações a correntes da teoria política que desafiaram a ciência política positivista\, a sua resistência a formas de propaganda típicas de regimes tirânicos e o seu ethos inclusivo\, assente numa reverência pela diferença — em ressonância com a noção de liberdade de movimento de Hannah Arendt\, tanto no mundo como no pensamento. A perspectiva retórica aqui desenvolvida contribui para repensar «o político»\, tal como concebido por Hannah Arendt e Sheldon Wolin\, em oposição à concepção schmittiana recentemente reavivada no populismo contemporâneo. Ao fazê-lo\, o livro destaca o potencial do pensamento retórico para renovar os princípios da democracia radical face aos desafios actuais. \nBio: Víctor Alonso-Rocafort é Professor Associado de Teoria Política na Universidade Complutense de Madrid (UCM)\, Espanha. A sua investigação centra-se na retórica\, na democracia radical e na teoria política ambiental.
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SUMMARY:Elvio Baccarini // What Can We Learn about Theories of Justice and Present-Day Populism from Triumph of the Will?
DESCRIPTION:Resumo: Esta comunicação examina o populismo radical de direita contemporâneo e as suas implicações para as teorias da justiça e para a formulação democrática de políticas. Adopta uma concepção dinâmica da justiça\, segundo a qual as teorias e as políticas são continuamente revistas através do confronto com problemas sociais reais. Compreender o populismo contemporâneo de direita é\, por isso\, importante não apenas para formular respostas políticas eficazes\, mas também para aperfeiçoar as próprias concepções liberal-igualitárias da justiça. \nA comunicação defende que as obras de arte podem contribuir para esta compreensão. Em particular\, Triunfo da Vontade revela importantes dinâmicas emocionais e psicológicas subjacentes ao apoio de massas a movimentos autoritários. Embora a análise artística não possa substituir a investigação empírica ou histórica\, o filme ajuda a iluminar aspectos do totalitarismo inicial que permanecem relevantes para os populismos contemporâneos de direita. \nUma das teses centrais é a de que muitas interpretações do populismo de direita são inadequadas porque explicam o seu apelo apenas em termos de ignorância\, irracionalidade ou deficiência moral. Tais explicações não conseguem dar conta da dimensão do fenómeno e frequentemente alienam os seus aderentes. Em contraste\, Triunfo da Vontade mostra como o nazismo apelava\, de forma manipuladora\, a necessidades amplamente partilhadas de segurança\, pertença\, reconhecimento e capacitação. O filme retrata Hitler como um salvador protector e acessível\, enquanto as cenas de trabalho colectivo\, celebração e convivialidade criam uma imagem de força\, unidade e sentido social. \nÉ evidente que o filme não constitui uma representação fiável da realidade\, mas antes um acto manipulador de propaganda. Contudo\, precisamente por isso\, representa um testemunho valioso de uma das razões pelas quais o nazismo foi massivamente atractivo nas suas fases iniciais e pode servir como uma importante lente interpretativa para compreender os populismos contemporâneos de direita. O filme sugere ainda que a adesão a movimentos autoritários não é simplesmente uma “fuga à liberdade”\, mas frequentemente uma procura de capacitação e de participação em algo vivido como significativo e mobilizador. Embora essa capacitação seja manipuladora e ilusória\, a sua força emocional ajuda a explicar a atracção destes movimentos\, tanto historicamente como na actualidade. \nA lição mais ampla é a de que os movimentos políticos democráticos e igualitários não podem responder eficazmente ao populismo de direita se ignorarem as necessidades sociais e emocionais que estes movimentos exploram. Uma concepção defensável da justiça deve\, por isso\, proteger os direitos e liberdades fundamentais\, ao mesmo tempo que responde às necessidades de bem-estar\, reconhecimento\, comunidade\, segurança e pertença social. Estas preocupações já estão presentes na obra de pensadores como John Stuart Mill\, John Rawls e Martha Nussbaum\, mas poderão hoje exigir uma ênfase mais forte. \nBio: Elvio Baccarini é Professor de Ética e Filosofia Política na University of Rijeka. Publicou livros sobre razão pública e biotecnologias\, a filosofia política de J. S. Mill\, epistemologia moral\, ética prática e filosofia da literatura. Os seus artigos foram publicados em revistas académicas como The Journal of Medical Ethics\, Grazer Philosophische Studien\, International Studies in the Philosophy of Science\, Acta Analytica\, entre outras. Proferiu conferências como convidado na Universidade de Oxford\, na Universitat Pompeu Fabra\, na Freie Universität Berlin\, na Universidade da Islândia\, na Universidade de Amesterdão\, na Universidade de Bolonha\, na Universidade Vita-Salute San Raffaele\, entre outras instituições. Leccionou ainda como professor convidado na Ruhr University Bochum\, na Universidade Estatal de Milão e na Universidade Vita-Salute San Raffaele. Além disso\, foi docente convidado Erasmus nas universidades de Eastern Piedmont Vercelli\, Hannover\, Potsdam\, Pavia\, Vita-Salute San Raffaele e Antuérpia.
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SUMMARY:Sara Cruz // Moral Injury\, Coercion and Previous Wrongdoing: a Non-Retributivist Case for Conscripting Convicted Murderers
DESCRIPTION:Sara Cruz apresentará o seu paper intitulado “Moral Injury\, Coercion and Previous Wrongdoing: a Non-Retributivist Case for Conscripting Convicted Murderers”.
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SUMMARY:Axel Gosseries // Do lawyers have duties of distributive justice?
DESCRIPTION:Resumo: Nesta comunicação\, irei analisar uma questão central à moral\, mas também a uma compreensão adequada do âmbito da justiça: terão os profissionais\, como advogados ou médicos\, deveres de justiça distributiva no contexto da sua profissão? Irei aqui concentrar-me nos advogados. Partirei da posição de base segundo a qual eles têm deveres distributivos e explorarei\, em seguida\, razões para rejeitar essa posição. \nBio: Axel Gosseries é Investigador do FNRS na UCLouvain e membro da Hoover Chair in Economic and Social Ethics. Com formação em Direito e Filosofia\, a sua investigação centra-se na distribuição institucional de deveres\, bem como na justiça climática e intergeracional. É um dos principais contribuidores para este campo\, nomeadamente como co-editor de Intergenerational Justice (com Lukas H. Meyer\, 2009) e Institutions for Future Generations (com Iñigo González-Ricoy\, 2016)\, dois volumes influentes que moldaram os debates contemporâneos sobre a justiça entre gerações. Na UCLouvain\, exerce actualmente funções como Presidente do Instituto de Filosofia (ISP) e dirigiu anteriormente o programa PPE. Tem leccionado e desenvolvido investigação extensivamente pela Europa e além\, tendo ocupado posições de visitante em numerosas instituições internacionais.
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SUMMARY:Derrida\, Deconstruction and Political Theory
DESCRIPTION:O seminário contará com uma conferência de Lasse Thomassen (School of Society and Environment\, Queen Mary University of London)\, baseada no seu mais recente livro Derrida\, Deconstruction and Political Theory (Oxford University Press\, 2026). A apresentação será seguida de comentários de quatro discutidores\, de uma resposta do Prof. Thomassen e de uma sessão final de perguntas e respostas aberta a todos os participantes. \nOs comentadores serão:\nAntónio Baião (CEPS\, Universidade do Minho)\nInes Zampaglione (CEPS\, Universidade do Minho)\nThomás Zicman de Barros (CEVIPOF\, Sciences Po)\nGiuseppe Ballacci (CEPS\, Universidade do Minho) \nResumo: Partindo da obra de Jacques Derrida e de outros pós-estruturalistas\, este seminário explora a desconstrução como uma forma distintiva de praticar a teoria política. Lasse Thomassen mostra que as críticas correntes à desconstrução enquanto relativista e apolítica assentam em equívocos e defende a desconstrução como uma abordagem crítica à política e à sociedade contemporâneas. Contrapomos a desconstrução a outras abordagens da teoria política\, incluindo a filosofia analítica\, a teoria crítica\, o liberalismo\, a democracia deliberativa e as abordagens biopolíticas. Desenvolvendo o argumento em torno de conceitos políticos como direitos\, justiça\, soberania\, democracia e populismo\, o seminário examina de que modo se podem articular leituras desconstrutivas destes conceitos políticos com o envolvimento em fenómenos políticos contemporâneos como o 11 de Setembro\, a Covid-19\, Donald Trump e a pós-verdade. \nBio: Lasse Thomassen é Professor de Política na School of Society and Environment da Queen Mary University of London. É autor\, entre outras obras\, de Deconstructing Habermas (2007) e Derrida\, Deconstruction and Political Theory (2026). Encontra-se actualmente a trabalhar sobre a teoria do discurso pós-estruturalista enquanto método\, sobre a desconstrução como método de análise conceptual e sobre o conceito de representação política.
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SUMMARY:Beneath the Surface of the Life Sciences: How Epistemic Uncertainty\, Metaphysical Assumptions\, and Value Judgments Shape Ethical and Political Reasoning
DESCRIPTION:Resumo: Hoje\, as ciências da vida (biologia evolutiva\, genética\, ciências médicas e ecologia) são geralmente apresentadas como estando rigorosamente fundamentadas tanto do ponto de vista empírico como metodológico\, bem como sendo axiologicamente neutras. No entanto\, os seus enquadramentos conceptuais recorrem frequentemente a reivindicações epistémicas ambíguas\, modelos idealizados\, metáforas e analogias\, atalhos pragmáticos\, pressupostos não examinados e\, pode argumentar-se\, até a juízos de valor.\nAinda assim\, na nossa sociedade\, a ciência assumiu um papel cada vez mais importante no apoio a decisões políticas e éticas. A significativa dependência da opinião científica e da modelização durante a pandemia de COVID-19\, ou a utilização de evidência empírica de senciência como principal motor na formulação de legislação sobre o bem-estar animal\, ilustram como a ciência influencia cada vez mais os decisores políticos e se torna incorporada no raciocínio ético e político.\nAs fundações epistemológicas e metafísicas das ciências da vida já não se encontram\, portanto\, confinadas aos círculos académicos: sob a superfície\, moldam subtilmente a forma como os cidadãos percecionam o mundo. Tal como em O Diabo Veste Prada\, onde a camisola azul de Andrea\, sem que ela o saiba\, teve origem nas passerelles de alta-costura\, passou pelas coleções de designers e acabou por chegar a um cesto de saldos onde ela a apanhou\, acreditando ingenuamente que a sua escolha estava livre da influência da indústria da moda\, também os decisores políticos e os cidadãos são constantemente influenciados por enquadramentos que não são nem cientificamente coerentes nem politicamente independentes.\nEste workshop reúne investigadores de diferentes áreas da filosofia para examinar criticamente as fundações metafísicas e epistemológicas das ciências da vida e explorar o seu impacto crescente\, mas frequentemente invisível\, na sociedade.\nNo final\, poderemos ainda escolher vestir a mesma camisola\, mas com uma compreensão mais clara de por que o fazemos e de onde ela realmente vem. \nHorário \nQuinta-feira\, 19 de Março \n09:00-09:15: Boas-vindas e Introdução ao módulo I: “Inferring Minds: Epistemic Challenges in Sentience and Neuroscience”\n09:15-10:15: Lorenzo Baravalle (Universitat de Valencia): “Avoiding the Wrong Mistake: Type I and Type II Errors as Hidden Constraints in Sentience Research”\n10:15-10:45: Intervalo\n10:45-11:45: Davide Vecchi (UNED\, Madrid): “Sentience research between naturalism\, scientism and pseudoscience”\n11:45-12:45: Gil Santos (Universidade de Lisboa): “Brain\, Mind\, and Society: Unjustified inferences in/from neuroscience and their ethical implications.”\n12:45-14:00: Almoço\n14:00-14:15: Introdução ao módulo II: “Classifying and Measuring the Living World ”\n14:15-15:15: Beatriz Martín (UNED\, Madrid): “Health\, Resilience\, or Services: Normativity in Ecological Evaluation”\n15:15-15:45: Intervalo\n15:45-16:45: Jaime Soler Parra (Universitat de Valencia): “Classification is not a neutral activity”\n16:45-17:45: Victor Luque (Universitat de Valencia): “Prediction in evolutionary systems and the problem of quantification” \nSexta-feira\, 20 de Março \n09:00-09:15: Introdução ao módulo III: “Engineering Life: Biology\, Technology\, and the Future of the Human”\n09:15-10:15: Maurizio Esposito (Università Statale degli Studi\, Milano): “Biology in the Age of Engineers”\n10:15-10:45: Intervalo\n10:45-11:45: Vanessa Triviño (Universidad Rey Juan Carlos\, Madrid): “Reductionism\, Emergence\, and Grounding in the Ontology of Biological Individuals”\n11:45-12:45: Spyridon A. Koutroufinis (Universidade Técnica de Berlim): “Seeing Watchmakers? A Skeptical Encounter with Transhumanism” \nA participação está aberta tanto em regime presencial como online. Caso pretenda participar online\, por favor registe-se enviando um e-mail para gairoldi@elach.uminho.pt para receber um link zoom.
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SUMMARY:Zoltan Miklosi // Perversity\, futility\, complicity: Should democrats participate in autocratic elections?
DESCRIPTION:Resumo: O autoritarismo eleitoral tem vindo a receber uma atenção crescente por parte dos cientistas políticos\, mas tem sido em grande medida ignorado pelos filósofos políticos. Este artigo procura colmatar parcialmente essa lacuna ao considerar se é moralmente permissível que os democratas participem em eleições autocráticas como candidatos ou eleitores. As eleições autocráticas permitem uma competição multipartidária significativa\, mas são sistematicamente injustas e parcialmente não livres\, sendo por isso\, pode argumentar-se\, normativamente ilegítimas. O artigo analisa três objeções à participação em eleições autocráticas. Estas objeções sustentam\, respetivamente\, que a participação tem más consequências para a democratização\, que é normativamente fútil e que é moralmente errada em si mesma. O artigo defende que estas objeções não são decisivas e que a participação é\, em geral\, moralmente permissível e até preferível a formas alternativas de contestação. No entanto\, as objeções estabelecem que a superioridade normativa do desafio eleitoral relativamente às alternativas é apenas uma questão de grau e que os participantes frequentemente “sujam as mãos”. \nBio:  Zoltan Miklosi obteve o seu doutoramento em Filosofia na Eötvös Loránd University (Budapeste). Lecciona na Central European University desde 2009. Os seus interesses de investigação abrangem desde questões fundacionais sobre a base e a natureza da igualdade até à teoria democrática e\, mais recentemente\, questões de ética política em democracias defeituosas e autocracias eleitorais. Os seus trabalhos foram publicados\, entre outros locais\, no American Journal of Political Science\, em Politics\, Philosophy & Economics e em Oxford Studies in Political Philosophy. Foi investigador visitante na Princeton University (2014/2015) e na Universidade de Warwick (Outono de 2025).
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SUMMARY:Tamara Caraus // Totality and Alienation in Marx’s Grundrisse
DESCRIPTION:Resumo: A descrição que Karl Marx faz do capital como totalidade nos Grundrisse tem sido frequentemente negligenciada\, em grande medida devido ao pós-estruturalismo\, que associou a totalidade a uma grande narrativa da modernidade ocidental. As ciências sociais trataram igualmente a totalidade como teoricamente trivial e irrelevante\, considerando-a uma mera soma de todas as realidades (crítica formulada de modo mais célebre por Karl Popper em The Poverty of Historicism). A presente comunicação parte\, contudo\, da premissa de que uma compreensão teórica adequada da realidade social contemporânea e dos problemas globais exige um regresso à intuição de Marx acerca da totalidade do capital. A primeira parte define as características centrais da totalidade nos Grundrisse: trata-se de um todo orgânico constituído por momentos contraditórios\, uma totalidade aberta\, historicamente formada e em contínua transformação\, com particular atenção ao modo como a totalidade emerge a par de uma nova forma de conexão social que produz simultaneamente desconexão e alienação. A ideia de que a totalidade não é uma entidade positiva ou harmoniosa\, mas antes constituída por descontinuidades e alienação\, determina o método adequado para a sua abordagem: a crítica. A segunda parte examina o método de Marx para apreender a totalidade através da constituição da crítica da economia política\, «o método da ascensão do abstracto ao concreto»\, e o método de investigação que segue as «ligações internas». A terceira parte sustenta que o conceito marxiano de totalidade deve estar na base de uma renovação teórica das ciências sociais contemporâneas. A conclusão sintetiza de que modo a totalidade como alienação\, tal como descrita nos Grundrisse\, nos permite compreender e conceptualizar o mundo globalizado como um produto historicamente contingente e profundamente ambivalente da sociedade capitalista. \nBio:  Tamara Caraus é Investigadora Responsável no Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa\, no âmbito do programa Estímulo ao Emprego Científico — Apoio Individual da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Anteriormente\, desenvolveu projectos de investigação em filosofia política no New Europe College\, no Institut für die Wissenschaften vom Menschen (Viena)\, na Academia Polaca das Ciências\, na Universidade de Bucareste\, na Universidade de Oxford\, na Universidade de Uppsala\, na Universidade de Olomouc\, na Universidade de Groningen\, na Universidade de Rijeka\, entre outras instituições. Publicou artigos em diversas revistas científicas e volumes colectivos\, é autora de seis livros e co-editora de cinco volumes. As suas actuais áreas de investigação incluem a filosofia política continental\, Marx e a Teoria Crítica.
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SUMMARY:Nikhil Venkatesh // Impartiality Without Alienation (and within limits)
DESCRIPTION:Resumo: As principais teorias da filosofia moral moderna são imparciais: sustentam que\, num nível fundamental de investigação moral\, a identidade é irrelevante. O que um determinado agente deve fazer\, ou o que um determinado paciente deve ter feito a seu favor\, nesse nível\, não depende de qual agente ou paciente específico está em causa. Uma crítica a tais teorias é a de que são alienantes: separam a moralidade dos nossos pontos de vista particulares\, tornando difícil perceber como ou por que razão as razões morais poderiam\, ou deveriam\, motivar-nos. Com base na literatura sobre solidariedade\, procuro mostrar como a moralidade pode ser imparcial e\, ainda assim\, fornecer-nos razões com as quais possamos identificar-nos\, em vez de nos confrontar como exigências estranhas. Isto tem implicações quanto ao âmbito da moralidade: se quisermos evitar a alienação\, então os animais não-humanos\, os seres humanos de um futuro distante\, os extraterrestres e as inteligências artificiais poderão ficar fora dos limites da imparcialidade. \nBio: Nikhil Venkatesh é um filósofo moral e político que trabalha na University of Sheffield. Publicou trabalhos sobre ética da população\, marxismo\, ética dos dados e da inteligência artificial\, justiça distributiva e teoria moral. O seu projeto atual\, financiado por uma Leverhulme Trust Early Career Fellowship\, intitula-se ‘Towards a Left-Utilitarianism.’
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SUMMARY:Ricardo Matos // Legitimacy in the European Union: A Neo-republican Political Theological Approach
DESCRIPTION:Resumo: Este artigo analisa o problema da legitimidade política na União Europeia a partir de uma perspetiva neo-republicana e político-teológica. Defende-se que a soberania não pode ser compreendida como uma vontade popular empiricamente unificada ou diretamente observável. Em vez disso\, o soberano emerge num espaço intersticial entre o teológico-simbólico e o institucional-real\, onde a autoridade política é mediada por instituições representativas. A legitimidade decorre\, assim\, de uma interioridade do povo que apenas pode ser expressa de forma imperfeita em moldes constitucionais e institucionais. Aplicado à União Europeia\, este enquadramento revela uma dificuldade fundamental: como fundamentar uma autoridade legítima numa ordem política que carece de um demos unificado e que não corresponde ao modelo de uma democracia parlamentar clássica. \nO projeto europeu teve origem como um arranjo funcional e anti-hegemónico\, mais do que como uma comunidade política democrática\, privilegiando a governação tecnocrática e o federalismo executivo. Este desenho institucional gerou uma tensão persistente entre democracia e tecnocracia\, particularmente à medida que as instituições supranacionais justificam a sua autoridade com base na competência técnica\, neutralidade e independência\, em vez de um mandato eleitoral direto. Embora a tecnocracia possa contribuir para a eficiência das políticas públicas\, levanta sérias preocupações quanto à legitimidade democrática e à responsabilização política. Com base na teoria neo-republicana\, o artigo sustenta que a legitimidade deve assentar na liberdade como não-dominação e em condições de igualdade política entre os Estados-Membros e os cidadãos europeus. Relações de poder assimétricas entre Estados minam este ideal republicano e promovem formas de dominação que dificultam a emergência de um demos europeu. A análise dialoga ainda com o conceito de “crise da igualdade” de Pierre Rosanvallon\, mostrando como o aumento das desigualdades socioeconómicas corrói a democracia enquanto forma social e enfraquece as bases solidárias necessárias à ação política coletiva. \nPor fim\, o artigo identifica défices concretos de legitimidade na União Europeia\, incluindo a representação eleitoral desigual\, eleições europeias enquadradas nacionalmente\, referendos assimétricos e a influência limitada dos cidadãos sobre a tomada de decisões executivas. Conclui-se que a legitimidade europeia exige uma reconfiguração da democracia que reconcilie a soberania popular com a competência institucional\, assente na igualdade política\, na não-dominação e num sentimento de pertença cívica partilhada ao nível supranacional. \nBiografia: Ricardo Matos é médico\, especialista em ENT\, com um mestrado em Filosofia Política concluído em 2024. Ingressou no programa de doutoramento em Filosofia Política há cerca de um ano\, com o objetivo de aprofundar a sua investigação sobre a possibilidade de uma verdadeira identidade europeia baseada no princípio republicano da liberdade como não-dominação.
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SUMMARY:Leonardo Menezes // On Not Being at Home in the World: Refugees\, State (Failure) and Home-Making
DESCRIPTION:Resumo: As pessoas deslocadas à força definem-se\, de modo mais flagrante\, pela perda do lar. Todos os refugiados foram compelidos a abandonar a sua casa e a construir outra\, quer de forma provisória quer permanente. Este facto sugere que o conceito de lar deveria ocupar um lugar central na teorização normativa sobre migração e refúgio. Contudo\, as discussões existentes mobilizam a noção de lar de formas menos abrangentes do que seria de esperar. Os debates normativos contemporâneos sobre a protecção dos refugiados — relativos a quem se qualifica como refugiado\, a saber se os Estados afluentes têm obrigações de admitir refugiados\, em que condições e em que números — pressupõem uma concepção largamente estatocêntrica do lar como locus primário da vida ética e como principal ponte conceptual entre justiça e florescimento humano. Os teóricos políticos têm\, por isso\, concentrado a sua atenção no refinamento de argumentos a favor e contra a admissão de refugiados em Estados-nação liberais-democráticos ricos\, tipicamente (ainda que nem sempre de forma explícita) assumidos como sendo norte-americanos ou da Europa Ocidental (Carens 2013; Fine e Ypi 2016; Miller 2016). Mesmo os teóricos que defendem fronteiras abertas ou contestam o direito do Estado a restringir a imigração (Abizadeh 2008; Gerver 2021; Kukathas 2012; 2021; Longo 2018) mantêm o Estado como interlocutor privilegiado. \nEste artigo desenvolve uma abordagem alternativa\, articulando uma concepção relacional\, de matriz filosófica africana\, do lar (e da sua construção) em contextos de deslocação forçada. Procedo em dois passos. Em primeiro lugar\, argumento que a inferência quase automática da tese segundo a qual os Estados devem assegurar o bem-estar dos seus cidadãos para a suposição de que todos os Estados são\, em princípio\, capazes de o fazer reflecte uma falha em reconhecer a heterogeneidade das formas estatais pós-coloniais. O diagnóstico desta suposição normativa exige uma abordagem filosófica\, e não meramente empírica\, do fracasso e da fragilidade do Estado (Wiredu 1999; Menkiti 2017; Okeja 2022). Em segundo lugar\, esboço uma concepção não estatista de justiça\, enraizada em filosofias africanas comunitaristas da relacionalidade. Segundo estas perspectivas\, as pessoas não são átomos morais independentes\, mas nós de uma vasta rede de interdependência; o eu é constituído através das relações\, em vez de lhes ser anterior. Defendo que esta ontologia relacional reformula os deveres que indivíduos e comunidades têm para com as pessoas deslocadas à força. Ela fornece igualmente uma linha de base moral revista para a protecção dos refugiados — uma que reconfigura os direitos\, deveres\, valores e necessidades relevantes à luz da construção relacional do lar\, em vez de uma pertença centrada no Estado. \nBiografia: Leonardo Barros da Silva Menezes é um investigador brasileiro com uma sólida formação académica internacional em filosofia política / teoria política. Encontra-se actualmente a frequentar um doutoramento em Filosofia na Universidade do Minho (Centro de Ética\, Política e Sociedade)\, em Portugal\, onde a sua investigação incide sobre a intersecção entre a filosofia política do refúgio e a filosofia política africana. O seu trabalho analisa as dimensões morais\, políticas e epistémicas da migração forçada no Sul Global\, examinando de que modo as ideias e práticas dos actores neste contexto (refugiados\, migrantes\, cidadãos e decisores políticos) podem reformular os quadros normativos e os repertórios conceptuais utilizados pelos teóricos políticos na abordagem das questões da justiça e da migração (forçada). Antes de iniciar os seus estudos de doutoramento\, Leonardo concluiu dois mestrados: um Mestrado em Teoria Política no Institut d’Études Politiques de Paris (Sciences Po)\, em França\, com o apoio da bolsa Émile Boutmy; e um Mestrado em Ciência Política na Universidade de São Paulo (USP)\, no Brasil\, enquanto bolseiro da CAPES.
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SUMMARY:Lisbon Conference on Intergenerational Justice
DESCRIPTION:KEYNOTE SPEAKERS \nAxel Gosseries (Universidade Católica de Lovaina)\nAnca Gheaus (Universidade Centro-Europeia) \nA justiça intergeracional examina o alcance das responsabilidades entre diferentes gerações\, abordando algumas das questões políticas mais importantes que enfrentamos hoje. Um conjunto de problemas diz respeito às obrigações entre gerações que não se sobrepõem no tempo. O que devemos às gerações futuras\, por exemplo\, no que concerne aos recursos\, ao clima e à ordem social que herdarão? De que forma devemos lidar com a responsabilidade pelas injustiças históricas? Além disso\, a justiça intergeracional ocupa-se das obrigações morais entre membros de diferentes gerações ou faixas etárias que coexistem no tempo. O que devemos às crianças\, por exemplo\, sobretudo em relação à forma como são tratadas e aos recursos que lhes são atribuídos? O que implica um sistema de segurança social justo\, sobretudo no contexto do envelhecimento populacional? A primeira edição da Lisbon Conference on Intergenerational Justice reunirá especialistas internacionais de relevo para refletirem sobre este e outros temas. \n\nPrograma\nDIA 1 — 15 DE DEZEMBRO \n9h45 Boas-vindas! \n10h–10h40 Sebastian Engler (Universidade Centro-Europeia)\nDon’t “let them be children!” in unjust circumstances \n10h40–11h20 Ben Sachs-Cobbe (St Andrews) and Alex Douglas (St Andrews)\nIs a Fair Pension a Funded Pension? Not Necessarily! \n11h20–11h50 Intervalo \n11h50–12h30 Sanjar Akayev (Universidade Centro-Europeia)\nDo States Have a Duty to Prevent Population Decline? \n12h30–14h Almoço \n14h00–14h40 Aida Martínez Suárez (Universidade de Oviedo)\nOn the permissibility of human extinction: the problem of the Loss of Value \n14h40–15h20 Sibylle Léonard (Sciences Po Paris)\nConstitutions and Guarantees of Non-Repetition: Intergenerational Justice following Atrocity \n15h20–15h50 Intervalo \n15h50–16h30 Santiago Truccone (Universidade de Graz)\nThe Need for Punishment in Global Climate Justice \n16h30–16h50 Intervalo \n16h50–18h00 KEYNOTE 1 | Axel Gosseries (Universidade Católica de Lovaina) \n\nDIA 2 — 16 DE DEZEMBRO \n10h–10h40 Sule Sahin Ceylan (Universidade de Mármara)\nThe Right to An Open Future as the Basis for Intergenerational Rights \n10h40–11h20 Adelin Dimitru (National University of Science & Technology Bucharest)\nDemocratic resilience as a duty to future generations \n11h20–11h50 Intervalo \n11h50–12h30 Jon Rueda (Conselho Superior de Investigações Científicas\, Espanha)\nPhenotypic justice between generations \n12h30–14h00 Almoço \n14h00–14h40 Pablo Magaña (Trinity College Dublin)\nMoral Progress Across Generations \n14h40–15h30 Manuel Sá Valente (UMinho) and Tim Meijers (Universidade de Leiden)\nThe Living\, the Dead\, and Past Injustice Today \n15h30–15h50 Intervalo \n15h50–17h00 KEYNOTE 2 | Anca Gheaus (Universidade Centro-Europeia) \n\nFinanciamento\nEvento financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito dos projetos UID/00183/2025 e 2023.07731.CEECIND.
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SUMMARY:Kristina Vasic // Representation as a Structure of Domination
DESCRIPTION:Resumo: Suponhamos que P domina Q na sociedade (num enquadramento neo-republicano\, em que dominar significa ter a capacidade de interferir arbitrariamente nas escolhas de outrem). Suponhamos ainda que esta sociedade está organizada segundo os princípios da democracia representativa\, em que os representantes são escolhidos por eleição. Ora\, apenas P\, e não Q\, tende a ser eleito\, o que coloca P numa posição de aprovar leis que beneficiam a classe a que pertence. Mas P pode também simplesmente deixar as coisas como estão e não fazer nada para minar activamente a relação de dominação entre P e Q. Ao agir\, ou ao não agir\, no que respeita à dominação estrutural\, P assume o papel de regulador\, de agente que\, de forma não contingente\, possibilita ou sustenta a díade de dominação entre P e Q. Pode haver muitos reguladores na dominação estrutural\, mas os representantes são únicos\, na medida em que possuem um poder superior ao dos cidadãos representados\, e esse poder acrescido dá-lhes maior margem de manobra dentro de uma estrutura de dominação. A implicação normativa desse maior poder enquanto reguladores é\, proponho\, que eles têm uma responsabilidade acrescida na estruturação da dominação\, em comparação com os outros cidadãos comuns. A responsabilidade pela estruturação da dominação\, por outras palavras\, é proporcional ao poder que se tem para enfraquecer essa estrutura. Quer os representantes contribuam activamente para manter P numa posição dominante\, quer não consigam produzir qualquer mudança a esse respeito — são responsáveis pela estruturação da dominação. A mesma conclusão pode ser alcançada quando Q\, pertencente à parte dominada da população\, assume o papel de representante mas não se empenha em desmantelar a dominação estrutural. As teorias existentes que procuram justificar a desigualdade de poder na representação não têm\, até agora\, tido em conta esta possibilidade: a de que os representantes podem estruturar a dominação. Creio que uma justificação adequada da desigualdade de poder na representação deve ter em conta este cenário\, estabelecendo como condição adicional de justificação que a representação não contribua para estruturar a dominação. \nBiografia: Kristina Vasic é doutoranda em Teoria Política na Central European University\, em Viena\, e estudante visitante no CEPS – Universidade do Minho. Anteriormente\, foi estudante visitante no Center for Political Philosophy da Universidade de Leiden. O título geral da sua tese\, composta por artigos\, é “Political Equality and Representative Democracy”. O seu trabalho incide sobre temas de igualdade social\, representação e dominação estrutural.
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SUMMARY:Joana Pinto // What Does Public Reason Demand of Political Parties? A Brief Comparative Theoretical Analysis
DESCRIPTION:Resumo: As teorias da razão pública desempenham um papel central nas democracias liberais\, ao oferecerem critérios para a legitimidade das leis num contexto de profundo pluralismo moral e político. No seu núcleo\, estas teorias sustentam que as leis só são legítimas se puderem ser justificadas\, de algum modo\, perante todos os cidadãos. No entanto\, tem sido dada pouca atenção à forma como estas teorias se aplicam aos partidos políticos — os principais actores na tomada de decisões legislativas. Este artigo procura preencher essa lacuna\, explorando o que diferentes teorias da razão pública implicam para o papel e o funcionamento dos partidos políticos. O foco recai sobre três modelos proeminentes: (1) a Razão Pública do Liberalismo Político (por exemplo\, Rawls em Political Liberalism)\, (2) a Razão Pública do Liberalismo Clássico (por exemplo\, Gerald Gaus) e (3) a Razão Pública Deliberativa (por exemplo\, Jürgen Habermas). Para cada um\, colocam-se três perguntas orientadoras: Como define a teoria a razão pública? Que implicações tem para as funções deliberativas e agregativas dos partidos políticos? E que objecções filosóficas ou práticas surgem quando estes princípios são aplicados à política partidária? A comparação mostra que aplicar a razão pública à política partidária não é um processo simples: cada teoria oferece simultaneamente orientações e limitações. Ainda assim\, ao clarificar o que diferentes modelos exigem dos partidos políticos\, podemos avaliar melhor de que forma os ideais de legitimidade\, justificação e deliberação podem moldar a prática democrática. \nBiografia: Joana Pinto é doutoranda em Filosofia Política no Centro de Ética\, Política e Sociedade. A sua investigação doutoral centra-se na aplicação da razão pública ao funcionamento dos partidos políticos\, defendendo que a razão pública deve ser conciliada com as funções deliberativas e agregativas que os partidos desempenham nos sistemas democráticos. É mestre em Filosofia Política (2023) pela Universidade do Minho\, onde desenvolveu uma dissertação sobre a forma como os partidos políticos podem promover ou comprometer a teoria da razão pública proposta por John Rawls e\, de modo mais amplo\, o projecto do liberalismo político. É também licenciada em Direito (2021) pela mesma instituição\, tendo seguido um percurso académico interdisciplinar que articula teoria política normativa com análise jurídica e institucional.
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SUMMARY:XV Escola de Verão em Filosofia Política e Políticas Públicas
DESCRIPTION:O CEPS – Centro de Ética\, Política e Sociedade – está a organizar a 15ª edição da Escola de Verão em filosofia Política e Políticas Públicas – sobre Migrações e Deslocações Forçadas – que terá lugar nos dias 15 e 16 de Julho de 2025. Este evento tem-se revelado uma oportunidade para centenas de investigadores se reunirem anualmente e discutirem os seus trabalhos. A Escola de Verão terá lugar na Universidade do Minho\, em Braga\, Portugal. \nTemos o prazer de anunciar que os oradores principais deste ano serão David Miller (Oxford)\, Eszter Kollar (KU Leuven) e Phil Cole (UWE Bristol). Estamos também a planear outros painéis onde jovens académicos (estudantes de doutoramento e pós-doutorados) terão a oportunidade de apresentar o seu trabalho\, receber comentários e feedback de professores e colegas\, e trocar ideias. \nSe pretende candidatar-se\, preencha o formulário e envie o formulário de resumo. Indique o seu nome\, informações de contacto\, filiação e uma breve biografia (não mais de 200 palavras). Os resumos não devem ter mais de 400 palavras e devem ser adequados para uma revisão cega. A data limite para a apresentação de resumos é 1 de Maio de 2025. \nQuaisquer questões devem ser enviadas para 15thbragasummerschool@gmail.com
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SUMMARY:15th BRAGA MEETINGS ON ETHICS AND POLITICAL PHILOSOPHY
DESCRIPTION:15th BRAGA MEETINGS ON ETHICS AND POLITICAL PHILOSOPHY \n25-27 de Junho\, 2025 | Braga\, Portugal \nORADORAS CONVIDADAS \nCÉCILE FABRE  /// Universidade de Oxford\nJULIANA BIDADANURE /// Universidade de Nova York\nSHANNON SULLIVAN /// UNC Charlotte \nOs Braga Meetings on Ethics and Political Philosophy são um evento anual organizado pelo Centro de Ética\, Política e Sociedade (CEPS) da Universidade do Minho (Braga\, Portugal). Nos últimos anos\, os Meetings estabeleceram uma reputação de proporcionar a académicos uma excelente oportunidade de apresentar trabalhos avançados ou exploratórios a um público acolhedor. \nTemos o prazer de anunciar que o programa completo e o Livro de Resumos da 15.ª edição dos Braga Meetings on Ethics and Political Philosophy já se encontram disponíveis online. \nCONTACTO \nPara quaisquer questões relacionadas com a apresentação de propostas e detalhes não especificados\, não hesite em contactar-nos através do endereço 15thbragameetings@gmail.com. \n.
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SUMMARY:Between Ontology and Ethics: The Role of Race in Contemporary Medicine
DESCRIPTION:Ludovica Lorusso e Fabio Bacchini (Universidade de Sassari\, Itália) desenvolverão uma discussão crítica sobre o papel da raça na medicina. Explorando debates metafísicos e implicações práticas\, as palestras examinam a forma como a raça – entendida como uma construção social com efeitos biológicos reais – pode ajudar a explicar as disparidades na saúde e se deve continuar a fazer parte do discurso médico.
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SUMMARY:Elections and Representation: Fragile Affinity?
DESCRIPTION:Resumo: Ao longo da história\, os pensadores políticos têm duvidado da aliança entre representação e democracia. Ainda hoje\, a ideia de que a democracia está a atravessar uma crise é frequentemente associada à crença de que está em curso uma crise de representação. Os movimentos de protesto que surgiram nas últimas décadas deram crédito a estas dúvidas\, expressando o seu descontentamento com o desempenho dos representantes eleitos e o crescente desencanto com as instituições representativas. Com o célebre slogan “Temos voto\, mas não temos voz!”\, os cidadãos apontaram diretamente a incapacidade das eleições para os representar. À luz destes desenvolvimentos\, este artigo examina a afinidade entre eleições e representação na democracia representativa. O artigo analisa a afinidade entre as eleições e a representação na democracia representativa. O documento prossegue com o desenvolvimento da viragem representativa e da subsequente viragem construtivista na representação política e considera as suas implicações para a função representativa das eleições. Ambas as viragens contribuíram para a reabilitação da representação e renovaram o interesse pelo conceito de representação. No entanto\, a viragem construtivista\, em particular\, expôs ainda mais a natureza frágil da relação entre eleições e representação\, uma vez que conceptualizou a representação principalmente como um processo de construção mútua do representante e do representado\, tornando o quadro eleitoral institucional secundário ou mesmo descartável. Por fim\, o artigo delineia uma forma de conceber a função representativa das eleições após a viragem construtivista. \nBiografia: Kristina Broučková é estudante de doutoramento no Departamento de Ciência Política da Faculdade de Letras da Universidade Carlos. O seu trabalho centra-se na teoria política e democrática\, em particular nas teorias da representação política. Na sua dissertação\, intitulada “Elections and Democracy: (Un)easy Alliance”\, analisa o papel das eleições na democracia representativa.
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SUMMARY:The Projection of Personhood on 'Artificial Intelligence' (Conversational LLMs)
DESCRIPTION:Os Seminários CEPS acolherão uma sessão de Sean Enda Power (University College Cork) sobre A Projeção da Personalidade na “Inteligência Artificial” (LLMs Conversionais). A sessão terá lugar no dia 7 de maio\, às 15h00\, na sala do CEPS no edifício ELACH do Campus de Gualtar. Pode também aceder online em: tinyurl.com/CEPSPower
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SUMMARY:The Concept of Sovereignity as a Neo-Repubican Source of Legitimacy in the European Union
DESCRIPTION:Resumo: Este artigo investiga a legitimidade da autoridade política na União Europeia (UE) através da lente da teoria neo-republicana\, enfatizando o princípio da não-dominação como o fundamento normativo da soberania democrática. O estudo confronta uma questão central relativa à fonte da legitimidade\, distinguindo legitimidade de justiça e argumentando que a legitimidade não surge de quadros legais pré-políticos\, mas de processos políticos enraizados na vontade soberana. O ideal de não-dominação é apresentado como um princípio normativo e político que se alinha com o projeto histórico de paz e anti-hegemonia da UE no pós-guerra. Aborda também a “desconexão democrática” salientada por Peter Lindseth\, que reflecte a distância crescente entre as instituições da UE e os cidadãos europeus. O autor defende a reconexão da legitimidade democrática através de uma união europeia federal baseada num demos e numa identidade política unificados. O conceito de soberania é reinterpretado num quadro neorepublicano\, integrando a teoria política clássica e moderna (por exemplo\, Bodin\, Hobbes\, Schmitt). A soberania não é apenas um conceito jurídico\, mas uma força política enraizada na vontade colectiva\, caracterizada pela perpetuidade\, territorialidade e autonomia. O artigo explora a tensão entre o soberano como um corpo místico e a sua manifestação tangível nas instituições políticas\, enfatizando a natureza intersticial da soberania. Finalmente\, o artigo critica a governação tecnocrática e despersonalizada na UE e reafirma a necessidade de um elemento político-teológico que rehumanize a autoridade política. Adverte contra a concentração do poder soberano num único órgão sem o fundamentar na vontade geral do povo. Em vez disso\, defende um processo dinâmico e deliberativo de soberania democrática\, baseado na identidade histórica e no discurso público\, como o verdadeiro fundamento da legitimidade na UE. \nBiografia: Médico\, otorrinolaringologista\, com mestrado em Filosofia Política concluído em 2024\, ingressou no programa doutoral em Filosofia Política há cerca de um ano para aprofundar o seu trabalho de investigação sobre a possibilidade de uma verdadeira identidade europeia baseada no princípio republicano da liberdade como não-dominação.
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SUMMARY:Distributive vs. Corrective Climate Justice
DESCRIPTION:No dia 16 de abril de 2025\, o programa dos Seminários CEPS acolherá Axel Gosseries\, Professor de Filosofia na Universidade de Lovaina e Presidente do Instituto de Filosofia. O Seminário será sobre Justiça Climática Distributiva vs. Corretiva. Terá lugar às 15h00\, presencialmente\, na sala de reuniões do CEPS\, no edifício ELACH. Se não for possível assistir presencialmente\, pode participar online através da seguinte ligação Zoom: https://tinyurl.com/CEPSGosseries
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SUMMARY:A Doutrina do Duplo Efeito na Ética da Guerra de Elizabeth Anscombe
DESCRIPTION:BIO\nPedro Erik Arruda Carneiro é mestre em Economia e doutorado em Relações Internacionais\, ambos pela Universidade de Brasília. \nRESUMO\nElizabeth Anscombe faz parte de um quarteto de filósofas contemporâneas de Oxford\, com Philippa Foot\, Mary Midgley\, Iris Murdoch\, e Mary Warnock. É conhecida pela defesa de que há absolutos morais que impedem a morte de inocentes e pela recuperação da ética da virtude na filosofia contemporânea. Os filósofos da mente e da ação vêm no livro Intention de Anscombe uma alternativa às explicações causais da agência e da perceção que tendem a dominar a filosofia analítica\, alternativa essa baseada na filosofia de Wittgenstein\, que traduziu e comentou\, como sua executora literária. O meu projeto\, centra-se nas suas pesquisas e reformulação da tradicional Doutrina do Duplo Efeito\, em especial\, a sua aplicação à guerra justa e ataques nucleares\, mas a filosofia política\, a filosofia ética e a análise de intenção de Anscombe estão entrelaçadas. Os seus principais trabalhos sobre guerra\, levantaram questões políticas\, éticas e intencionais\, uma vez que guerras são temas iminentes políticos e éticos e o que se convencionou chamar Doutrina do Duplo Efeito é uma ferramenta analítica poderosa para avaliar a intenção de uma ação. Em 1957\, Anscombe publicou seu livro mais renomado\, Intention. No ano anterior\, Anscombe tinha escrito o panfleto Mr Truman’s Degree\, sobre a atribuição ao ex-presidente americano Harry Truman do grau de doutor honoris causa pela Universidade de Oxford. Em 1958\, foi publicado o seu artigo influente\, “Modern Moral Philosophy”.  E em 1961 publica o conhecido artigo sobre guerra “War and Murder”. O conjunto destes artigos\, o livro Intention\, abordam as dificuldades éticas relacionadas com o bombardeamento nuclear do Japão durante a Segunda Guerra Mundial. A tese analisa o pensamento ético-político de Anscombe\, partindo das suas influências (Wittgenstein\, Aquino e Aristóteles\, especialmente) e analisa como o pensamento de Anscombe se desenvolveu no que se refere à Doutrina do Duplo Efeito\, que fundamentou todos os seus escritos sobre guerra.
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SUMMARY:Jeff Spinner-Halev // Workshop sobre Respect and Loathing in American Democracy: Polarization\, Moralization\, and the Undermining of Equality
DESCRIPTION:O respeito está em apuros nos Estados Unidos. Muitos americanos acreditam que respeitar os outros é uma virtude necessária\, mas muitos têm dificuldade em respeitar os partidários da oposição. Surpreendentemente\, são os cidadãos liberais\, que consideram o respeito um elemento central da sua visão da igualdade democrática\, que muitas vezes têm dificuldade em respeitar os outros. Com base em dados de inquéritos nacionais\, grupos de discussão\, experiências de inquéritos e nas opiniões de teóricos políticos\, Jeff Spinner-Halev e Elizabeth Theiss-Morse explicam por que razão isto acontece e por que razão o respeito é vital para a política contemporânea dos EUA – e\, no entanto\, tão inexistente. \nRespect and Loathing in American Democracy argumenta que os liberais e os conservadores estão menos divididos do que muitos pensam\, mas afastam-se uns dos outros porque moralizam questões diferentes. Os liberais moralizam a justiça social\, os conservadores defendem a solidariedade nacional\, e esta divisão de visão do mundo mantém-nos em desacordo. \nO respeito é de grande alcance e vital\, mas é muito mais difícil de conceder do que muitos reconhecem\, em parte devido à tensão invisível entre respeito\, justiça social e solidariedade nacional. Respect and Loathing in American Democracy propõe um caminho que\, embora desafiante\, está longe de ser impossível de percorrer pelos cidadãos.
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SUMMARY:Mark Reiff // Into the De-Enlightenment: Analytical Fascism
DESCRIPTION:No dia 20 de Fevereiro de 2025\, às 15 horas\, o programa CEPS Seminars acolherá Mark Reiff (Universidade da Califórnia em Davis) para uma apresentação sobre Into the De-Enlightenment: Analytical Fascism. \nEmbora seja claro o que aqueles que são atraídos pelo fascismo hoje em dia são contra\, é menos claro o que são a favor. Não no sentido de como querem refazer a sociedade – isso é normalmente bastante claro. O que é menos claro são os valores fundamentais que estão a impulsionar o seu desejo de criar um tipo diferente de ordem. Para agravar esta dificuldade\, há demasiados liberais que se agarram teimosamente a algumas crenças convencionais: que a natureza humana é o que os liberais pensam que é\, e não algo que seja fundamentalmente contestado; que os factos são o que os liberais pensam que são\, mesmo que algumas pessoas optem por ignorá-los; e que toda a gente persegue basicamente a mesma conceção do bem\, mesmo que alguns deles estejam iludidos quanto ao ponto em que estamos agora e quanto à forma de chegar onde queremos ir. \nMas este movimento para a direita não está a ser conduzido simplesmente por erros; é um movimento de princípios\, apoiado por um sistema de valores coerente\, consistente e historicamente bem fundamentado\, mesmo que esse sistema de valores seja perverso. O fascismo tem a sua própria concepção do sujeito moral; da necessidade de uma rígida hierarquia social dos homens; da natureza dos direitos individuais; e da importância da pureza do sangue\, do solo e da ideologia. Acredita na unidade do povo\, do líder e do Estado; abraça fins morais muito diferentes e (para os liberais) muitas vezes perturbadores; e emprega regras de interacção social totalmente diferentes. E acredita\, no final\, que tudo isto conduz à maior expressão de democracia alguma vez inventada. \nO livro que servirá de base a este artigo é  Analytical Fascism: What Stares Back When One Stares into the De-Enlightenment. \nO livro pode ser descarregado na íntegra e gratuitamente aqui.
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SUMMARY:Rodrigo Merayo Fernández // Poverty and Political Philosophy: Special Attention to Theories of Justice
DESCRIPTION:Resumo: A pobreza continua a ser uma questão urgente e uma realidade sangrenta no nosso mundo. A filosofia política\, sobretudo a partir de meados do século passado\, tem promovido um programa de pensamento sobre a justiça social em que a pobreza representa a pior de todas as injustiças. Por esta razão\, este trabalho está interessado em examinar a forma como a questão da pobreza tem sido tratada a partir dos postulados teóricos das principais Teorias da Justiça\, ou seja\, a partir das perspectivas de John Rawls\, Ronald Dworkin\, dos pensadores da capacidade de Amartya Sen e Martha Nussbaum e\, finalmente\, de Thomas Pogge. A par destes\, serão brevemente considerados os contributos críticos de Iris Marion Young e Nancy Fraser\, através dos quais se enriquece o debate. Por fim\, serão analisadas algumas conclusões retiradas deste percurso teórico. \nBiografia: Rodrigo Merayo Fernández é doutorado em Filosofia do Direito pela Universidade Carlos III de Madrid. Estudou Direito na Universidade de León (Espanha)\, tendo posteriormente concluído um Mestrado em Teoria Política e Cultura Democrática na Universidade Complutense de Madrid e outro em Acesso à Profissão Jurídica na UNED (Espanha). Desde o seu início na Universidade\, as suas preocupações académicas têm estado intimamente relacionadas com a teoria dos direitos humanos e a filosofia jurídica e política. Especificamente\, o seu campo de estudo centra-se na reflexão sobre os direitos humanos e a justiça social em geral. A sua tese é sobre a pobreza\, as teorias da justiça e a abordagem dos direitos humanos\, com um interesse especial em mostrar as ligações entre o direito internacional dos direitos humanos e a filosofia política em questões de justiça social. Realizou vários estágios de doutoramento no Instituto Max-Planck de Heidelberg (Alemanha) e recentemente no CEPS (Portugal).
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